quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo


2008 trouxe um diploma.
2009 trouxe aventura.
2010 trouxe estabilidade.
2011 será de certeza mais um ano surpreendente.

domingo, 28 de novembro de 2010

Marcas

"Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo.
Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira.
Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente.
Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua...

Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse.
Falou com o pai sobre seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.
O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.
O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai. Este disse-lhe:

- Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na
tábua. Nunca mais ela será como antes. Quando falas enquanto estás com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retira-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá."

domingo, 14 de novembro de 2010

VIVER ou JUNTAR DINHEIRO? de Max Gehringer



Há determinadas mensagens que, de tão interessantes, não precisam nem sequer de comentários.

Como esta que recebi recentemente.

Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais.E assim por diante.

Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei.Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária.

É claro que não tenho este dinheiro.Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?

Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.

Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.



"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO"



Que tal um cafezinho? ;)

sábado, 6 de novembro de 2010

:S


Quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos animais.

sábado, 23 de outubro de 2010


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
...mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional… "

Carlos Drummond de AndradeVer más

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Felicidade realista

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos,sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário,queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par e não como pares? Ter um parceiro constante, não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo a expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o
que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"Primeiro estranha-se. Depois entranha-se."


Em Portugal diz-se com alguma frequência que "primeiro estranha-se, depois entranha-se.". Curiosa é a origem desta expressão: em 1928 a Coca-Cola pediu a Fernando Pessoa para elaborar um slogan publicitário para a conhecida marca de refrigereantes.
Fernando Pessoa criou o célebre "Primeiro estranha-se. Depois entranha-se ". As vendas dispararam, mas este slogan esteve na origem do fim da comercialização da Coca-Cola em Portugal até 25 de Abril de 1974.

Tudo isto porque o director de Saúde de Lisboa - o Dr. Ricardo Jorge - mandou apreender o produto existente no mercado e deitá-lo ao mar. O Dr. Ricardo Jorge justificava o seu entendimento argumentando que se do produto faz parte a coca, da qual é extraído um estupefaciente, a cocaína, a mercadoria não podia ser vendida ao público, para não intoxicar ninguém; mas se o produto não tem coca, então anunciá-lo com esse nome para o vender seria burla, o que igualmente justificava que ele não fosse permitido no mercado.

Perante o «slogan» de Fernando Pessoa, o Dr. Ricardo Jorge entendia que ele era o próprio reconhecimento da toxicidade do produto, pois que, se primeiro se estranhava e depois se entranhava, isso é precisamente o que sucede com os estupefacientes que, embora tomados a primeira vez com estranheza, o paciente acaba por adquirir a sua habituação.

Não fazia a miníma ideia que esta celebre frase tinha sido dita por Fernando Pessoa e muito menos para um acampanha da Coca-cola!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mobile fashion Victims


Um dia destes alguém me diz:
"Ai já trocavas de telemóvel, não? Esse já tem tantos anos!!!"
Eu ponho pausa na cena e penso "mas o que é que tu tens a ver com isso?"
Dou ao play e respondo:
"Porque motivo hei-de mudar de telemóvel se este continua a fazer e receber chamadas, mandar mensagens, tirar umas fotografias rascas (o que não me preocupa porque para isso tenho uma máquina fotográfica) e ainda mantém a bateria sem viciar?"
A resposta sabia foi "mas já é velhinho..."
Bem, eu realmente não me lembro à quanto tempo o adquiri, talvez uns 3, 4 anos...
E este dilema que me foi colocado fez-me reflectir e reparar que agora o telemóvel também é um elemento de moda. É vê-los pavonear-se com os seus iPhone's e Blackbareey's e sabe-se lá qual será o próximo grito...

Concluindo: eu não estou na moda nem faço questão de estar. Não sou uma mobile fashion victim.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Celulite


A celulite, é uma defesa orgânica da mulher.

O organismo aloja no nosso rabiosque o excesso de gordura que comemos,
em vez de entupir as nossas artérias.

É por isso que os homens sofrem enfartes em maior número do que as mulheres.
Eu tinha a certeza que havia um motivo... Deus não podia ser tão injusto!!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Feliz


"Feliz quem não exige da vida mais do que ela espontaneamente lhe dá, guiando-se pelo instinto dos gatos, que buscam sol quando há sol, e quando não há sol o calor, onde quer que esteja. Feliz quem abdica da sua personalidade pela imaginação, e se deleita na contemplação das vidas alheias, vivendo, não todas as impressões, mas o espectáculo externo de todas as impressões. Feliz, por fim, esse que abdica de tudo e a quem, porque abdicou de tudo, nada pode ser tirado nem diminuído."

Bernardo Soares

Mundo azul e às florinhas



"O amor dá prazer, mas também dá muito trabalho. Uma relação a full time requer concentração, bom senso, paciência, tolerância e disponibilidade. A empatia é uma grande aliada, enquanto o sentido crítico e o confronto directo se podem revelar armas perigosas, funcionando como paus de dois bicos.
Na fase do encantamento inicial é tudo muito fácil, muito fluído, olhamos para o outro sob o véu da paixão e do desejo, estamos a descobrir em cada pormenor um universo inteiro de prazer, procuramos identificar-nos com ele em gostos, estilo de vida e interesses, desejamos a fusão de corpo e alma e acreditamos que, juntos, somos invencíveis.
Essa é a fase mais fácil, em que tudo é azul, às bolinhas e às florinhas. A vida é uma comédia romântica e somos nós quem escolhe a banda sonora. Pergunto-me frequentemente se é possível não abandonar esse estado de graça que existe no encanto mágico de todos os inícios.
Será que nós, que com a idade carregamos um porta-aviões de histórias antigas, traumas, medos e sonhos, podemos desenvolver a capacidade de atirar para trás das costas o que já sofremos ou o que não conseguimos, e recomeçar do zero, dando a volta por cima aos nossos problemas sem passar pela casa da partida?

Esse é um dos grande desafios das novas relações. Agora que o mundo das mulheres e dos homens já não é feito de ilhas, que é esperado que todos saibamos aceitar e perceber as nossas diferenças, será possível cruzar os nossos universos em função de um bem comum maior e mais harmonioso? O que é preciso mudar para aguentar os choques, as diferenças, as discussões parvas sobre assuntos menores, a guerra clássica do ‘eu quero isto e tu aquilo’, ‘o que é importante para mim não é para ti’?
Alguns casais de longa duração com quem convivo recomendam calma, ponderação, tempo e espaço se tal for necessário. Ainda que discutam, há sempre um dos elementos que cede temporariamente, esperando o momento certo para retomar a conversa. Cobardia ou dissimulação? Prefiro chamar-lhe habilidade e astúcia. Ao aceitarmos que o outro, por mais que nos ame, nem sempre está no nosso comprimento de onda, estamos a respeitá-lo. A paciência é irmã da empatia e prima da tolerância. Como me disse o meu querido pai há muitos anos, impotente perante a minha rebeldia adolescente: «Tenho de te aceitar como és, mesmo que não te perceba».

Apredemos a amar com os nossos pais, são eles que nos carregam (ou não) as baterias do amor. Depois apaixonamo-nos, enganamo-nos, desistimos, voltamos atrás, vamos ao tapete, passamos uma temporada no estaleiro das almas e voltamos à estaca zero quando nos apaixonamos outra vez e o mundo volta a ser azul.
Em cada desilusão há uma aprendizagem, em cada ruptura dá-se um passo em frente. O segredo em manter a capacidade de sonhar e de continuar a ver tudo azul, afinal, só depende de nós."

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Estranho falar em português

A morte é um tema com que lido diariamente.
Trabalhar num serviço de oncologia faz dessas coisas.
Em espanhol explico todos os dias o que se está a passar, lembro o pouco que ainda podemos fazer.
Vejo-os partir. Primeiro o paciente, depois a família.

Mas eis que se colocou um problema. Eles são portugueses. Eu quero falar mas em português não sai.
Parece que ao falar espanhol uso um escudo que me dá força para discursar palavras tão verdadeiras quanto duras num momento tão delicado e doloroso.
Quando as quero pronunciar em português falta-me esse escudo. E mais, ao ouvir-me em português, apercebo-me do peso que têm. E do quanto me faz falta a máscara espanhola para ultrapassar a dor desse momento.

sábado, 19 de junho de 2010

Triste realidade



"O povo saiu à rua para festejar a vitória do Benfica e eu, que sou benfiquista, achei muito bem. As pessoas têm o direito de ficar alegres.

O povo saiu à rua para ver o Papa e eu, apesar de ser agnóstico, não acho mal. As pessoas têm direito à sua fé.

O povo vai à Covilhã espreitar a selecção e eu, apesar de não ligar nenhuma, não acho mal. As pessoas têm direito ao patriotismo.

O governo escolhido pelo povo impõe medidas de austeridade, umas atrás das outras, aumentando os impostos e não abdicando dos mega investimentos.

O povo não reage. Não sai à rua.

Reclama à boca pequena e cria grupos zangados no Facebook.

É triste que este povo, que descobriu meio mundo, não imprima à reivindicação dos seus direitos a mesma força que imprime à manifestação das suas paixões."



Pobreza...

"Um país onde se admite a possibilidade de taxar o subsídio de Natal, ou mesmo acabar com ele, mas que gasta de dinheiros públicos para TGV, altares, estádios de futebol, frotas milionárias para gestores públicos, reformas obscenas a quem trabalha meia dúzia de anos ou nem tanto, etc... é um país pobre, de facto"

...mas de espírito, antes de mais.

Recebi este e-mail e fiquei triste com a verdade que estas palavras escondem...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Hoje caminhando pela Gran Vía tive o prazer de ouvir falar português de Portugal, português do Brasil, espanhol, chinês, italiano e árabe.

O tico e o teco ficaram baralhados!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Carroça vazia


"Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.

Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

- Estou ouvindo um barulho de carroça.

- Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia .

Perguntei ao meu pai:

- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

- Ora, respondeu meu pai.

É muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho.

Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grossura inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e, querendo demonstrar que é o dono (a) da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz."

São tantas as carroças vazias...E quanto mais vazias mais pensam que estão cheias...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Português está em todo o lado!

Estou na paragem de autocarro à espera do segundo que necessito de apanhar para chegar a casa e o telemóvel toca. É ele. Não sabe onde meteu a carteira. Eu também não e pouco posso ajudar porque estou a metade do caminho do trabalho e a metade do caminho de casa. Trocamos banalidades e despedimo-nos com um breve até já.
Basta desligar a chamada para que a figurante que se encontra sentada ao meu lado desde que cheguei suspire: "ah é sempre bom ouvir falar português!" com sotaque de português do Brasil.
Qual não é o meu espanto. Menos mal que a conversa foi de trivialidades. Pelos vistos as paredes têm mesmo ouvidos e nunca se sabe quando está um conterrâneo a escutar.
Posto isto, eu ainda estou 5 minutos a olhar para o telemóvel porque com o sono que se assoma não me apetece fazer conversa de circunstância. Mas a figurante quer fazer parte da cena principal e começa a falar de tudo-e-mais-alguma-coisa. Viveu em Portugal, adora Portugal, prefere Portugal ao Brasil, o marido é finlandês, viaja muito em trabalho e só falam entre si em português...bla bla bla...
Quando baixa do autocarro desculpa-se por falar muito, eu reconheço que sou mais calada nestas situações e concluimos que estas características também são inerentes aos nossos países de origem. Trocamos votos de felicidade e cada uma segue a sua vida.
No percurso que me resta penso que não me posso esquecer que apesar de estar em Madrid, às vezes posso dar a conhecer mais do que aquilo que devo e quero, com uma simples conversa ao telemóvel porque nós portugueses estamos em todo o lado!

quinta-feira, 13 de maio de 2010


A Terra tem mostrado o seu poder nestas últimas semanas de uma forma impressionante.
São os vários sismos devastadores e ainda as tempestades que deixaram debaixo de água, lama ou gelo grande parte da população mundial inclunindo a nossa Madeira.
Ninguém sabe ao certo se a irritação tem a mão do homem ou se os efeitos são piores porque o homem invadiu os territórios que não devia, mas uma coisa é certa: não vamos ficar parados à espera de resposta.

in "Noticías Magazine"

É assustador se enumeramos todas as catástrofes que se têm sucedido nos últimos meses...
A culpa é toda nossa? É. Está mais do que na hora de agir.

segunda-feira, 8 de março de 2010

8 de Março


Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.

Feliz dia da Mulher

terça-feira, 2 de março de 2010

A minha felicidade é isto.

"O presenta ganhou outra força, outro significado, novos contornos, muito mais belos e poderosos. O futuro ficou onde deve estar: no futuro. Gosto de sonhar que isto ou aquilo vai acontecer. Gosto de imaginar momentos que irão chegar com requintes de cenas cinematográficas, mas já não deposito nessas imagens a mesma energia, a minha carne e o meu sangue, como se da concretização desses sonhos dependesse a minha felicidade.
A felicidade é outra coisa; é estar sentada nesta secretária branca a escrever enquanto o meu filho se diverte lá fora no jardim com os amigos a jogar ping-pong e a fazer bombas na piscina. Felicidade é ter olhos e poder ver o azul do mar através da minha bela janela, ouvir o canto tranquilo e conversador dos pássaros e saber que no final da tarde, antes do dia terminar e enquanto a lua já sobre, luminosa e manchada por cima da ponte na outra margem, existe alguém que irá meter a chave à porta, que irá subir as escadas para me abraçar, que me irá contar como correu o seu dia e ouvir-me sobre o meu, e depois sentamo-nos à mesa, jantamos, conversamos e rimos como uma família normal, igual a todas as famílias unidas que ainda resistem às acrobacias emocionais que a existência vai semeando, qual armadilhas para corações mais atreiros a devaneios adolescentes.
A felicidade é aqui e agora, hoje, daqui a um bocado, no último beijo que lhe vou dar antes de adormecer e saber que amanhã, quando acordar, ele vai lá estar, por ele, por mim e para mim. E quando sonho com o que ainda não tenho, a beleza dessas imagens mantém-se, e isso basta-me."
in "O Dia em que te esqueci" de Margarida Rebelo Pinto

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Paris throw my eyes































City of the lights...City of Love...














segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

yupiiiiiiiiiiii

Finalmente dois dias de folga seguidos!

Quem corre por gosto não cansa.
Pois isto é uma meia verdade porque apesar de ser com muita satisfação também cansa!
Viva o descanso!
Preciso recuperar a energia que descarrego nessas corridas diárias.
Todas as pessoas são normais. Até as conhecermos melhor...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Tired!



É disto que eu preciso!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Soltar umas gargalhadas!

As calorias são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante a
noite, apertam a roupa das pessoas.

Os problemas do nosso País são essencialmente, agrícolas: excesso de nabos,
falta de tomates e muito grelo abandonado.

O trabalho fascina-me tanto, que às vezes, fico parada a olhar para ele.

Casamento é um relacionamento a dois, no qual, uma das pessoas está sempre
certa e a outra é o marido.

A mulher está sempre ao lado do homem, para o que der e vier; já o homem,
está sempre ao lado da mulher que vier e der.

Se fores chata as tuas amigas, perdoam;
Se fores agressiva as tuas amigas, perdoam;
Se fores egoísta as tuas amigas, perdoam;
Agora experimenta ser magra e linda!
Tás f... lixada!

O excesso de sexo provoca amnésia e outras merdas que agora não me lembro...

Os 'cornos' não existem! Isso são merdas que te colocaram na cabeça. Ok?

Portugal é um país geométrico: é rectangular e tem problemas bicudos
discutidos em mesas redondas, por bestas-quadradas!

Não procures o príncipe encantado. Procura, antes, o lobo mau: ouve-te
melhor; vê-te melhor e ainda te come.

Toda a gente se queixa de assédio sexual no local de trabalho. Ou isto
começa a ser verdade ou então despeço-me!!!

A mulher do amigo é como a bota da tropa; também marcha!

O cérebro é um orgão maravilhoso. começa a trabalhar logo que acordamos e só
pára quando chegamos ao trabalho

Qual a diferença entre uma dissolução e uma solução?
Uma dissolução seria meter um político num tanque de ácido para que se
dissolva. Uma solução seria metê-los a todos.

Chocolate não engorda, quem engorda é você.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

E esta?

"Há os que são Enfermeiros e há os que trabalham em Enfermagem. "

Esta frase dá muito que pensar...............................

Mundo sem mulheres

O Mundo sem Mulheres por Arnaldo Jabour

Já pensou?

Um casamento sem noiva?

Um mundo sem sogras?

Enfim, um mundo sem metas.

ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM TANTO DE MULHERES:

1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.

2- O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito.

3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.

4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.

5- Como são encantadoras quando comem.

6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.

7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.

8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo.

9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.

10- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.

11- O brilho nos olhos quando sorriem.

12- O jeito que tem de dizer 'Não vamos brigar mais, não..'

13- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.

14- O modo de nos beijarem quando dizemos 'eu te amo'.

15- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta.

16- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram.

17- O facto de nos darem um estalo achando que vai doer.

18- O jeitinho de dizerem 'estou com saudades'.

19- As saudades que sentimos delas.

20- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.

21- HOMENS PARINDO....IMAGINEMMMMMMMMMM

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

?

A minha cabeça anda às voltas com uma pergunta...
Não consigo encontrar resposta...

Errar é humano?

Mesmo quando erramos com a vida de outros humanos?
Parece-me que não...
Mas os médicos e enfermeiros são humanos.
E se erram?
Não podem errar?

...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Imaginação ao serviço do bem-estar

Diante de uma escada rolante e a outra convencional, qual optarias
para chegar ao teu destino?

Se sabemos que subir escadas pode ser um óptimo exercício físico capaz
de melhorar a saúde, como mudar o comportamento das pessoas para que
optem pela escada convencional? Simples: Fazer com que isso se torne
divertido para elas.

Estocolmo, capital da Suécia, numa iniciativa baptizada de “Teoria do
Divertimento”.Por trás da iniciativa está a Volkswagen, com uma acção
de marketing que foca no bem estar e educação das pessoas.

http://www.youtube.com/watch?v=ivg56TX9kWI

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Relação de ajuda

O Sr. x tem um adenocarcinoma de pâncreas com metástases pulmonares e está internado por derrame pleural direito.
Depois do tratamento de quimioterapia o derrame continua e, pior ainda, extende-se mais.
Pela manhã o médico entra no quarto e diz ao Sr. x que tem de lhe fazer uma toracocentese, como já fez anteriormente no pulmão esquerdo.
O Sr. x simplesmente nega. Quer esperar que a quimioterapia faça efeito.
O médico aceita e vai para casa.
Pela tarde a enfermeira entra para administrar a medicação e o Sr. x está com mais dificuldade em respirar e mais desanimado.
Pergunta-lhe porque recusou fazer a toracocentese e este desabafa o trauma com que ficou da outra vez e o facto de ter voltado a acontecer no outro lado.
Imediatamente a enfermeira senta-se no sofá ao lado da cama e começa por explicar ao Sr. x que a qimioterapia sozinha não vai ser eficaz no seu problema actual. A sua doença alastrou com raízes para os pulmões e são essas raízes que produzem o liquido de que estes estão cheios e o impedem de respirar.
Explica-lhe que neste momento só está a respirar com o lado esquerdo (que outrora também esteve cheio de líquido) e que se esperarmos só pela quimioterapia podem encher-se os dois...
Mas o Sr. x tem medo do que lhe vão fazer. Então é esclarecida a simplicidade do procedimento e as consequências do mesmo. E termina: "agora você já sabe o que se passa, tem toda a informação para poder decidir o que achar melhor" rematando com um piscar de olho.
No fim desta conversa o Sr. x diz: "bem, agora percebo melhor", mas ainda com cara de reticências.
No dia seguinte a enfermeira incorpora-se no seu turno e é informada que irá auxiliar o medico na toracocentese do Sr. x programada para essa tarde.
É realizado o procedimento com sucesso. O Sr. x esboça um sorriso e agradece aos dois. A mulher entra satisfeita e diz: "sabe Dr. é graças à enfermeira que o fez porque ela esteve ontem aqui a conversar com ele e lá o fez perceber a sua importância".
A enfemeira sorri satisfeita. Pelo sucesso da toracocentese e do seu trabalho.
Foi isto que aprendeu na Escola de Enfermagem: relação de ajuda.
E é por isto que vale muito a pena.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Bom Ano 2010

Fim de ano com 14 horas de trabalho, bacalhau com natas, rabanadas, passas, champanhe e muito amor.

Face aos 2ºC ainda houve quem saisse à rua e festejasse. Mas...há mais 364 dias para festejar!

Que hoje seja só o primeiro dia de um excelente ano!