Já começou a contagem decrescente para o meu regresso ao trabalho. E não é só isso, é também ter de levar a Emma ao infantário.
Dentro de 3 dias começamos a adaptação e eu estou que não me aguento... No fundo tenho que aceitar que é a nossa única alternativa, mas ainda assim, depois de passar estes 5 meses com ela as 24h do dia, sempre dependentes uma da outra, custa-me assumir que tenho que voltar ao mundo real onde as mamãs têm de trabalhar e os filhos vão para o infantário.
Já sinto um frio na barriga... :(
Serindipity
Viver não é esperar a tempestade passar…é aprender a dançar na chuva.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Não há
Não há melhor sensação do que a de ouvir a minha filha rir enquanto dorme enconstada ao meu peito.
Não há toque mais suave do que o da sua mão no meu rosto.
Não há melodia mais bela do que a do seu prematuro gargalhar.
Não há sorriso mais lindo do que aquele que esboça quando parece entender as maluqueiras que lhe sussurro.
Não há amor maior do que este que cresce tanto como ela a cada dia.
Não há toque mais suave do que o da sua mão no meu rosto.
Não há melodia mais bela do que a do seu prematuro gargalhar.
Não há sorriso mais lindo do que aquele que esboça quando parece entender as maluqueiras que lhe sussurro.
Não há amor maior do que este que cresce tanto como ela a cada dia.
domingo, 15 de julho de 2012
Love being a full time mom!
Love being a full time mom!
Agora que as angústias dos primeiros tempos passaram já não estou tão rígida, tão medrosa, tão ansiosa.
Agora ser mãe já me é mais natural e é com naturalidade que encaro cada dia como um novo desafio e fonte de aprendizagens.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Infantário
Ontem fui fazer a matrícula da Emma no infantário e não pude deixar de ficar ansiosa.
Quando comecei a ler os papéis da matricula já fiquei com um frio na barriga e ontem, ao oficializar tudo, congelei por uns momentos.
A minha pequenina vai para o infantário quando eu começar a trabalhar. Terá apenas 5 meses. Prevejo uma desvinculação difícil uma vez que são tão intensos e maravilhosos estes primeiros meses da sua vida estamos a passar juntas.
Será que ela ficará bem? Eu não ficarei certamente.
Até lá não quero pensar muito mais neste assunto porque estou a sofrer por antecipação e quero aproveitar cada momento com ela.
Quando comecei a ler os papéis da matricula já fiquei com um frio na barriga e ontem, ao oficializar tudo, congelei por uns momentos.
A minha pequenina vai para o infantário quando eu começar a trabalhar. Terá apenas 5 meses. Prevejo uma desvinculação difícil uma vez que são tão intensos e maravilhosos estes primeiros meses da sua vida estamos a passar juntas.
Será que ela ficará bem? Eu não ficarei certamente.
Até lá não quero pensar muito mais neste assunto porque estou a sofrer por antecipação e quero aproveitar cada momento com ela.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
2 meses
Já passaram 2 meses desde o nascimento da minha Emma.
O tempo voa...
Foram 2 meses tão intensos, tão desgastantes, tão enriquecedores, tão maravilhosos...
Como é possível que estes adjectivos serem utilizados para descrever a mesma vivência?
É possível porque na maternidade tudo é possível.
A primeira semana foi eterna. A sus estadia no serviço de neonatologia foi penosa: as hipoglicemias, o leite que não subia, o mamilo que se invertia, deixá-la lá quando vinha para casa dormir, o massacre aos meus pontos que chegaram a inflamar por falta de descanso... Mas desses dias também tirei bons ensinamentos dados pela excelente equipa que nos amparou e foi graças a isso que a insegurança de ir para casa se atenuou, graças à paciência e ao tempo dedicados para que aprendessemos, ela e eu.
E se o tempo passado no hospital se multiplicou, em casa parece que se divide.
Os dias passam a voar, sobretudo até a Emma ter alcançado os 3 kg uma vez que tinha que a despertar a cada 3h para que comesse independentemente de ela ter fome ou não. Como foi difícil, especialmente à noite (que é quando por natureza dormimos). Era acordar, vê-la a dormir como um anjo e ainda assim despertá-la, estar 1h com ela na mama (já que ao ser tão pequenina o esforço para comer era tremendo), pô-la a arrotar, mudar a fralda e fazê-la adormecer com ela tão desperta e a querer "festa". Entre todas estas tarefas passavam 1h30/2h e só podiamos dormir 1h até a seguinte toma.
Felizmente a Emma começou a comer muito bem e a recuperar peso mais rápido do que o previsto. O "problema" é que agora é ela o relógio! A cada 3-4h pontualmente quer comer. Algumas vezes aguenta só 2h e escassas vezes surpeende-nos com 5h de sono, mas este milagre quando acontece tem lugar nas horas do dia o que para mim é pouco ou nada vantajoso porque tenho sempre coisas para fazer. A teoria e quem está de fora recomenda-me dormir quando ela dorme, mas por pouco que seja existem tarefas em casa às quais não posso falhar, há roupa para lavar e passar, há pêlos do Marley para varrer, pó para limpar...Como eu lhes digo: "pensam que de noite vem a fada madrinha e trata de tudo?", claro que não, alguém tem que o fazer...
E com tantas pequenas tarefas e o cuidado da minha pequenota vejo as horas passar a 200 km/h e o cansaço a acumular-se.
Eu imaginava que ser mãe era bastante cansativo, mas sinceramente, não pensava que fosse tanto! Ou eu me organizo muito mal ou realmente é o trabalho mais desgastante do mundo.
Muitas vezes chego a pensar que será de loucos quando tiver outro filho e a duvidar se o terei. Tiro o chapéu às mamãs que têm 2, 3 e 4 filhos. Como conseguem? Vozes experientes contam-me que com o segundo se leva tudo com mais tranquilidade, mas também depende de como sejam os bebés. Não há receitas... O que eu sei agora mesmo é que não me vejo capaz. Estou tão cansada...não imagino outra criança a correr pela casa e a necessitar atenção. No futuro quem sabe, mas agora estou esgotada...
Esgotada, mas muito feliz!
Não há cansaço que me faça esquecer estes olhos vivaços que já me fitam com atenção.
Queixo-me de cansaço como qualquer ser humano faria, não sou masoquista.
Não há nada que me faça perder o ânimo de vê-la crescer todos os dias.
Agradeço por ter uma filha saudável, por ter leite para a amamentar, por ter todo o apoio possível e por ser uma mulher muito cansada e imensamente feliz!
O tempo voa...
Foram 2 meses tão intensos, tão desgastantes, tão enriquecedores, tão maravilhosos...
Como é possível que estes adjectivos serem utilizados para descrever a mesma vivência?
É possível porque na maternidade tudo é possível.
A primeira semana foi eterna. A sus estadia no serviço de neonatologia foi penosa: as hipoglicemias, o leite que não subia, o mamilo que se invertia, deixá-la lá quando vinha para casa dormir, o massacre aos meus pontos que chegaram a inflamar por falta de descanso... Mas desses dias também tirei bons ensinamentos dados pela excelente equipa que nos amparou e foi graças a isso que a insegurança de ir para casa se atenuou, graças à paciência e ao tempo dedicados para que aprendessemos, ela e eu.
E se o tempo passado no hospital se multiplicou, em casa parece que se divide.
Os dias passam a voar, sobretudo até a Emma ter alcançado os 3 kg uma vez que tinha que a despertar a cada 3h para que comesse independentemente de ela ter fome ou não. Como foi difícil, especialmente à noite (que é quando por natureza dormimos). Era acordar, vê-la a dormir como um anjo e ainda assim despertá-la, estar 1h com ela na mama (já que ao ser tão pequenina o esforço para comer era tremendo), pô-la a arrotar, mudar a fralda e fazê-la adormecer com ela tão desperta e a querer "festa". Entre todas estas tarefas passavam 1h30/2h e só podiamos dormir 1h até a seguinte toma.
Felizmente a Emma começou a comer muito bem e a recuperar peso mais rápido do que o previsto. O "problema" é que agora é ela o relógio! A cada 3-4h pontualmente quer comer. Algumas vezes aguenta só 2h e escassas vezes surpeende-nos com 5h de sono, mas este milagre quando acontece tem lugar nas horas do dia o que para mim é pouco ou nada vantajoso porque tenho sempre coisas para fazer. A teoria e quem está de fora recomenda-me dormir quando ela dorme, mas por pouco que seja existem tarefas em casa às quais não posso falhar, há roupa para lavar e passar, há pêlos do Marley para varrer, pó para limpar...Como eu lhes digo: "pensam que de noite vem a fada madrinha e trata de tudo?", claro que não, alguém tem que o fazer...
E com tantas pequenas tarefas e o cuidado da minha pequenota vejo as horas passar a 200 km/h e o cansaço a acumular-se.
Eu imaginava que ser mãe era bastante cansativo, mas sinceramente, não pensava que fosse tanto! Ou eu me organizo muito mal ou realmente é o trabalho mais desgastante do mundo.
Muitas vezes chego a pensar que será de loucos quando tiver outro filho e a duvidar se o terei. Tiro o chapéu às mamãs que têm 2, 3 e 4 filhos. Como conseguem? Vozes experientes contam-me que com o segundo se leva tudo com mais tranquilidade, mas também depende de como sejam os bebés. Não há receitas... O que eu sei agora mesmo é que não me vejo capaz. Estou tão cansada...não imagino outra criança a correr pela casa e a necessitar atenção. No futuro quem sabe, mas agora estou esgotada...
Esgotada, mas muito feliz!
Não há cansaço que me faça esquecer estes olhos vivaços que já me fitam com atenção.
Queixo-me de cansaço como qualquer ser humano faria, não sou masoquista.
Não há nada que me faça perder o ânimo de vê-la crescer todos os dias.
Agradeço por ter uma filha saudável, por ter leite para a amamentar, por ter todo o apoio possível e por ser uma mulher muito cansada e imensamente feliz!
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Estou viva!
Estou viva.
Nunca me senti mais viva e mais cansada!
Culpada: a minha maravilhosa filha!
Ainda não consigo gerir o meu tempo...Mas tenho muita vontade de escrever.
Nunca me senti mais viva e mais cansada!
Culpada: a minha maravilhosa filha!
Ainda não consigo gerir o meu tempo...Mas tenho muita vontade de escrever.
domingo, 29 de abril de 2012
Parto
03/04/2012
Vamos fazer a ecografia programada para verificar se 15 dias depois, muito descanso e abundantes proteínas, a Emma cresceu ou não.
As notícias não foram animadoras, o peso ganho foi pouco significativo e o perímetro abdominal continuava igual, então a equipa médica depois de me examinar foi bastante resolutiva: uma vez que a bebé já não está a crescer dentro "programa-se o parto para amanhã".
E assim foi, passei da incerteza do momento a ter uma data marcada e tão próxima!
Regressei a casa com uma sensação estranha, nova, pensando "amanhã já vejo a cara à minha filha!". Nervosismo? Sim, mas apenas por ansiar tanto esse momento.
Medo? Sim, até não a ter nos meus braços permanecerá o medo de que algo não esteja bem.
04/04/2012
8h00 - Chegada ao bloco de partos. Sou informada de que está lotado e que tenho que esperar. Esperamos.
9h00 - Ainda não há espaço para mim, então convidam-me a subir ao internamento e esperar lá.
10h30 - Finalmente sou transferida para o bloco de partos. Começa a aventura na sala de dilatação. Conectam-me os monitores e ali fico à espera. Começamos com 2 cm de dilatação (desde há 15 dias quando tive a ameaça de parto prematuro).
12h - A parteira faz a primeira exploração e inexplicavelmente, apenas por estar ali, já tinha dilatado 1 cm mais. Rompe-me a bolsa de liquido amniótico e inicia a perfusão de ocitocina para provocar as contracções.
12h30 - Eis que recebo a abençoada epidural. Apesar do desconforto para a sua administração o efeito é deveras compensador.
14h30 - Nova exploração, 5 cm de dilatação.
15h15 - Mal estar, tonturas, aviso que posso estar com hipoglicemia (já que desde as 00h não como). Confirma-se. Iniciam-me soro glucosado. Além deste quadro, começo a sentir algo novo na zona pélvica, parece que a Emma está a empurrar.
15h45 - Aviso novamente que sinto a bebé empurrar, a parteira examina-me e passa-me de imediato para a sala de parto. Já só faltava o período expulsivo.
15h55 - Uns quatro empurrões depois e a Emma sai cá para fora.
Este foi tecnicamente o meu parto. Assim: rápido, fácil e sem dor.
Vamos fazer a ecografia programada para verificar se 15 dias depois, muito descanso e abundantes proteínas, a Emma cresceu ou não.
As notícias não foram animadoras, o peso ganho foi pouco significativo e o perímetro abdominal continuava igual, então a equipa médica depois de me examinar foi bastante resolutiva: uma vez que a bebé já não está a crescer dentro "programa-se o parto para amanhã".
E assim foi, passei da incerteza do momento a ter uma data marcada e tão próxima!
Regressei a casa com uma sensação estranha, nova, pensando "amanhã já vejo a cara à minha filha!". Nervosismo? Sim, mas apenas por ansiar tanto esse momento.
Medo? Sim, até não a ter nos meus braços permanecerá o medo de que algo não esteja bem.
04/04/2012
8h00 - Chegada ao bloco de partos. Sou informada de que está lotado e que tenho que esperar. Esperamos.
9h00 - Ainda não há espaço para mim, então convidam-me a subir ao internamento e esperar lá.
10h30 - Finalmente sou transferida para o bloco de partos. Começa a aventura na sala de dilatação. Conectam-me os monitores e ali fico à espera. Começamos com 2 cm de dilatação (desde há 15 dias quando tive a ameaça de parto prematuro).
12h - A parteira faz a primeira exploração e inexplicavelmente, apenas por estar ali, já tinha dilatado 1 cm mais. Rompe-me a bolsa de liquido amniótico e inicia a perfusão de ocitocina para provocar as contracções.
12h30 - Eis que recebo a abençoada epidural. Apesar do desconforto para a sua administração o efeito é deveras compensador.
14h30 - Nova exploração, 5 cm de dilatação.
15h15 - Mal estar, tonturas, aviso que posso estar com hipoglicemia (já que desde as 00h não como). Confirma-se. Iniciam-me soro glucosado. Além deste quadro, começo a sentir algo novo na zona pélvica, parece que a Emma está a empurrar.
15h45 - Aviso novamente que sinto a bebé empurrar, a parteira examina-me e passa-me de imediato para a sala de parto. Já só faltava o período expulsivo.
15h55 - Uns quatro empurrões depois e a Emma sai cá para fora.
Este foi tecnicamente o meu parto. Assim: rápido, fácil e sem dor.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
04/04/2012
04/04/2012
O dia em que o meu coração saiu daqui de dentro e passou a estar nestas pequenas mãos.
PS: Têm sido 15 dias tão intensos e exaustivos como prazerosos e felizes. Quero escrever mas não há tempo...
O dia em que o meu coração saiu daqui de dentro e passou a estar nestas pequenas mãos.
PS: Têm sido 15 dias tão intensos e exaustivos como prazerosos e felizes. Quero escrever mas não há tempo...
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