O grande prazer da vida é olhar pra trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA!
Claro que a vida prega partidas .É lógico que, por vezes, o bolo queima, o pneu fura, chove demais.
Mas... Pensa só: tem graça viver sem gargalhar pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Tá certo, eu sei, o Super Homem é uma personagem de ficção, a hiena come porcaria e ri, eu sei.
Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem.
2009 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões... Normal. Às vezes espera-se demais das pessoas... Normal. O dinheiro que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou...Normal.
2010 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem a sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja,mas e aí? Fazer o que? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?O que eu desejo pra todos nós é sabedoria, é que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia mau. Entender o amigo que não merece nossa melhor parte.
Se ele decepcionou, passa para outra categoria, vira colega. Além do mais, a gente de certeza, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Tudo bem, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento. Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano.Não adianta lutar contra isso.
Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes ...... Desejo para todo mundo esse olhar especial......2010 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente.Pode ser muito bom, se entendermos as nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2010 pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, especial...
Depende de mim! De você!
Pode ser. E que seja!!!
Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensar tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!
Carlos Drumond de Andrade
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Corpo Feminino

Opinião sobre o corpo feminino por Paulo Coelho.
Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.
Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.
As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... . Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.
Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.
A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.
As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas... Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.
Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.
As jovens são lindas.. mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (sem sabotagem e sem sofrer); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.
Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias,peito mais descaido não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, embalados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesarianas e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!
A beleza é tudo isto.
Paulo Coelho
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Preparativos
Trabalho, doces, compras.
Trabalho, família, saudades.
Cada vez os meus os Natais são mais especiais, para o bom e para o mau.
Feliz Natal.
Trabalho, família, saudades.
Cada vez os meus os Natais são mais especiais, para o bom e para o mau.
Feliz Natal.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
White surprise
Esta manhã acordo no quentinho da minha cama e imagino o frio que faz lá fora.
Ainda antes de abrir os olhos o telefone toca e alguém exclama: "grande nevão que caiu esta noite". No mesmo instante salto da cama e subo rapidamente a persiana. SIM! Estava tudo coberto de neve!
Embora a neve me tenha obrigado a fazer malabarismos para não escorregar pelas ruas, esta surpresa ao acordar fez-me sentir criança outra vez porque revivi a mesma sensação das manhãs de dia 25 de Dezembro que em toda a minha infância foram mágicas pela corrida da cama até à árvore de Natal onde me esperavam os presentes ansiosos por me surpreender.
Ainda antes de abrir os olhos o telefone toca e alguém exclama: "grande nevão que caiu esta noite". No mesmo instante salto da cama e subo rapidamente a persiana. SIM! Estava tudo coberto de neve!
Embora a neve me tenha obrigado a fazer malabarismos para não escorregar pelas ruas, esta surpresa ao acordar fez-me sentir criança outra vez porque revivi a mesma sensação das manhãs de dia 25 de Dezembro que em toda a minha infância foram mágicas pela corrida da cama até à árvore de Natal onde me esperavam os presentes ansiosos por me surpreender.
sábado, 19 de dezembro de 2009
12 mandamentos do Enfermeiro
1 - Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental;
2 - Não terás feriados, férias , fins de semana ou qualquer outro tipo de folga;
3 - Terás gastrite se tiveres sorte, se fores como os demais, terás ulceras;
4 - A pressa será o teu único amigo e as tuas principais refeições serão os lanches, pizzas, sandes, etc...;
5 - Os teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se sobrarem cabelos;
6 - A tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes cinco anos de trabalho;
7 - O trabalho será o teu tema preferido, talvez o único;
8 - A maquina do café será a tua melhor colega de trabalho;
9 - Happy Hours serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contacto com outras pessoas loucas como tu;
10 - Terás sonhos com pacientes e por vezes, resolverás problemas dos mesmos nesse período de sono;
11 - Exibirás olheiras como troféus de guerra;
12 - E, pior... INEXPLICAVELMENTE GOSTARÁS DE TUDO ISSO!!!
Assino por baixo!
2 - Não terás feriados, férias , fins de semana ou qualquer outro tipo de folga;
3 - Terás gastrite se tiveres sorte, se fores como os demais, terás ulceras;
4 - A pressa será o teu único amigo e as tuas principais refeições serão os lanches, pizzas, sandes, etc...;
5 - Os teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se sobrarem cabelos;
6 - A tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes cinco anos de trabalho;
7 - O trabalho será o teu tema preferido, talvez o único;
8 - A maquina do café será a tua melhor colega de trabalho;
9 - Happy Hours serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contacto com outras pessoas loucas como tu;
10 - Terás sonhos com pacientes e por vezes, resolverás problemas dos mesmos nesse período de sono;
11 - Exibirás olheiras como troféus de guerra;
12 - E, pior... INEXPLICAVELMENTE GOSTARÁS DE TUDO ISSO!!!
Assino por baixo!
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Lema
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
domingo, 6 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Dor do crescimento
Tenho saudades do tempo em que era apenas uma criança, sem dor, sem medo, sem insegurança, quando a única coisa que queria era que o sol despertasse todas as manhãs para que pudesse brincar no passeio. E enquanto brincava, o mundo corria veloz ao meu lado, e eu sem pressa ficava a olhar para tudo, a aprender como é que esta bola funciona.
Um dia o passeio ficou pequeno demais para mim e o sol já não brilhava todos os dias. Comecei a sentir uma dor dentro de mim. Perguntei o que se passava e os adultos diziam que estava a crescer. Chorei. Pela primeira vez chorei, não por a sopa estar quente, não por não me levarem à praia, não porque a boneca se tinha partido. Não…naquele dia foi o meu coração que começou a chorar, pois estavam a roubar-me os meus sonhos, a minha alegria e sentia que o mundo me estava a puxar para dentro dele.
De dia para dia me sentia uma estranha de mim mesma. Aprendi a viver numa coisa chamada sociedade. Foi ela que ditou a maioria das regras… Depois comecei a conhecer outras pessoas que sentiam o mesmo que eu mas não o demonstravam, então achei que o que chamavam de crescer era aquilo, e que era normal. Conformei-me, alinhei nos esquemas da tal sociedade e comecei a parecer-me com todos os outros. Já não brinco no passeio, o sol não sorri para mim, mas as pessoas olham para mim e parecem gostar. A dor do crescimento passou, e até aí fiquei contente…mas com tudo isto vieram mais dores…e já não era o meu corpo que se queixava, mas o meu coração que chorava. Fingindo-me inocente perguntei aos outros adultos se também há remédio para o meu coração, ao que eles riram. Eu ri também e continuei a adormecer todas as noites com esta dor no peito.
O mundo traiu-me. Levou-me na sua corrida veloz e tirou-me daquele passeio. Roubou-me os sonhos e o sol que me aquecia o coração.
Esperançosa, acreditei que amando, o meu coração deixaria de sentir dor…mas enganei-me a mim mesma, porque amar também implica sofrer, lutar, perder, ganhar…
Hoje tenho a noção de que a felicidade é um estado de espírito e que posso amar a vida inteira mas nem sempre me sentirei feliz; sei que não posso amar demais pois isso implica outros sentimentos que me destroem; sei que vou lutar contra tudo e contra todos para defender o que conquistei até agora; sei que vou perder algumas vezes, talvez todas, mas não deixarei de lutar nem de me esforçar para ser um ser humano cada vez melhor…
Sandra
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Life is a rollercoaster
A vida é um carrossel.
Com altos e baixos.
Curvas e contra curvas.
Às vezes deliramos de emoção.
Outras vezes enjoamos com tantas voltas.
Passamos vezes sem conta no mesmo lugar.
Fechamos os olhos para não vermos o que não queremos.
Então continuamos às voltas.
Até finalmente os abrirmos.
E enfrentarmos a realidade.
E aí escolhemos um caminho diferente.
Talvez o melhor caminho…
Talvez não.
Nunca saberemos antes de o percorrer.
Nunca saberemos se não corrermos o risco.
Nunca saberemos onde termina o carrossel.
Por isso, temos que aproveitar cada voltinha.
E a vida é assim, como um carrossel.
A soma de muitas voltinhas.
A soma do medo com a adrenalina.
Do sufoco com o alívio.
Da tristeza com a alegria.
Das lágrimas com os sorrisos.
E quando estamos cansados, saímos do carrossel.
Ficamos de longe a olhar.
Até percebermos se vamos dar mais uma voltinha.
Se vamos correr o risco de viver mais uma aventura.
Outras vezes, ficamos simplesmente a olhar.
A imaginar como será o próximo trilho.
Se se adivinha uma descida ou uma íngreme subida.
E não sabemos se estamos preparados para o que der e vier.
Então tomamos a decisão.
Compramos mais uma fixa e damos mais uma voltinha.
Talvez lá do alto dê para ver o pôr-do-sol…
Talvez lá em baixo encontremos o tesouro...
Talvez…
E assim, como um carrossel, é a vida.
Irresistivelmente tentadora.
Estranhamente imprevisível.
Agradavelmente surpreendente.
Estas palavras que outrora escrevi, cada vez fazem mais sentido...
Com altos e baixos.
Curvas e contra curvas.
Às vezes deliramos de emoção.
Outras vezes enjoamos com tantas voltas.
Passamos vezes sem conta no mesmo lugar.
Fechamos os olhos para não vermos o que não queremos.
Então continuamos às voltas.
Até finalmente os abrirmos.
E enfrentarmos a realidade.
E aí escolhemos um caminho diferente.
Talvez o melhor caminho…
Talvez não.
Nunca saberemos antes de o percorrer.
Nunca saberemos se não corrermos o risco.
Nunca saberemos onde termina o carrossel.
Por isso, temos que aproveitar cada voltinha.
E a vida é assim, como um carrossel.
A soma de muitas voltinhas.
A soma do medo com a adrenalina.
Do sufoco com o alívio.
Da tristeza com a alegria.
Das lágrimas com os sorrisos.
E quando estamos cansados, saímos do carrossel.
Ficamos de longe a olhar.
Até percebermos se vamos dar mais uma voltinha.
Se vamos correr o risco de viver mais uma aventura.
Outras vezes, ficamos simplesmente a olhar.
A imaginar como será o próximo trilho.
Se se adivinha uma descida ou uma íngreme subida.
E não sabemos se estamos preparados para o que der e vier.
Então tomamos a decisão.
Compramos mais uma fixa e damos mais uma voltinha.
Talvez lá do alto dê para ver o pôr-do-sol…
Talvez lá em baixo encontremos o tesouro...
Talvez…
E assim, como um carrossel, é a vida.
Irresistivelmente tentadora.
Estranhamente imprevisível.
Agradavelmente surpreendente.
Estas palavras que outrora escrevi, cada vez fazem mais sentido...
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Santa Claus is coming to town!
Nasceu um pinheiro no meio da minha sala. Entre o verde descobrem-se as bolas e as luzes. No cimo o homem das barbas branquinhas sorri.
Está um calor esquisito. Cachecol, gorro e luvas passaram a ser imperativos em qualquer aparição no exterior. Da cidade já se avista a neve que cobre as montanhas.
As montras alimentam o espírito consumista. As ruas estão enfeitadas. Madrid está linda vestida de Natal.
Santa Claus is coming to town...
Está um calor esquisito. Cachecol, gorro e luvas passaram a ser imperativos em qualquer aparição no exterior. Da cidade já se avista a neve que cobre as montanhas.
As montras alimentam o espírito consumista. As ruas estão enfeitadas. Madrid está linda vestida de Natal.
Santa Claus is coming to town...
domingo, 29 de novembro de 2009
Gosto
“Gosto do teu ar, do teu olhar, da tua forma de andar, das tuas mãos guardadas nas minhas, gosto de te cheirar, de te sentir, de me calar para te ouvir, de me deitar ao teu lado para dormir e depois acordar, depois espreguiçar-me e levantar, e rir e dançar e cantar e cada dia outra vez começar um novo dia a sonhar.
Gosto da tua boca certa e do teu cabelo farto, da tua voz cantada e aconchegante, dos teus beijos longos, dos teus abraços infinitos, das tuas piadas e risadas, dos teus braços à volta dos meus, as duas cabeças encostadas, os ombros em paralelo, as pernas dobradas e os pés juntos, gosto do teu hálito fresco e do teu sorriso aberto, da tua cabeça arejada e do teu olhar mais secreto, gosto de te ver junto ao meu peito a contar as batidas do meu coração, de sentir que estás sempre perto e sempre estarás, que vives cá dentro e mesmo na ausência, quando só te vejo com os olhos fechados e as mãos juntas em concha, sei que és perfeito, sei que voltarás, sei que estás quase a chegar, que cada minuto que passa e só mais uma etapa na minha espera, por isso espero calada e feliz, e nas letras que transformo em palavras imagino a cor e o sabor deste amor, deixo-me levar, crescem-me asas e de repente desato a voar, voar...
E então, já não sou eu, olho-me no céu e vejo um balão cheio de mel, tu puxas o fio como uma criança que guia o seu papagaio no dia de sol e ventania, agora mais para cima, até às nuvens, agora em frente, a sobrevoar o mar, depois em cima das dunas, cá em cima o mundo é todo liso, só a tua silhueta se desenha, se destaca e se revela num horizonte imenso e infinito e então tu puxas o fio, eu desço devagar, cada momento que te vejo mais próximo é eterno e irrepetível, cada momento é nosso e só nosso e quando me apertas outra vez nos braços e me dizes baixinho quero-te, quero-te, quero-te, só me apetece rir e chorar, só quero ter outra vez cinco anos, fazer corridas de bicicleta e esfolar os joelhos, lamber gelados até ficar com bigodes brancos, apanhar laranjas das árvores e sorvê-las com as mãos a escorrer, rebolar-me num campo de campainhas amarelas, apanhar margaridas e pô-las no cabelo, subir a uma árvore e construir uma cabana e depois esconder-me lá dentro, tu e eu debaixo do mesmo tecto, debaixo do mesmo segredo, do mesmo sonho, do mesmo projecto.
Gosto de te ver a rir e a brincar, gosto do teu cheiro e do teu olhar, gosto de te ter sempre perto e de sentir que tudo está certo, de saber que afinal vale a pena acreditar que um dia a paz acaba sempre por chegar, que não há esperas vãs nem dias perdidos, que todas as noites são de lua cheia e todas as manhãs estão cheias de ti, meu amor, quero-te, quero-te, quero-te.
Por isso abre as mãos e o peito, deixa-me ficar para sempre lá dentro, guarda-me em ti e espera sem esperar a cada dia que passar, que este meu amor imenso, doce e intemporal resista ao mundo, resista a tudo e não precise de mais nada a não ser de TI, tu que és princípio e fim, que estás no meio de tudo, que atravessas a vida de mão dada comigo, tu de quem eu gosto, gosto, gosto.”
Gosto. As Crónicas da Margarida - Margarida Rebelo Pinto
Subscrevo letra a letra.
sábado, 28 de novembro de 2009
I´m gonna tell you a history about love
Os protagonistas desta historia são o Manolo e a Matilde.
Eles são dois velhinhos de 80 anos e estão juntos há 63!
A primeira vez que afortunadamente pude vê-los pensava que estava a assistir a uma peça de teatro, uma verdadeira comedia romântica sénior!
Mas ao ver-me reflectida no espelho com a farda branca e o soro na mão caí na real.
E ali estava eu, a assistir a um pequeno capítulo de uma linda história de amor.
Eles são duas pessoas que se amam e respeitam a cada minuto que respiram.
Sabem um sem número de canções, sobre as mais diversas temáticas. Dizes o teu nome e eles cantam a tua música.
Cada vez que peço permissão para entrar começam em coro: “manda flores à Sandra, para que venha ver-nos” e é com este genérico que vejo mais um capítulo. É assim que me perco e atraso os meus afazeres que deixam de ter qualquer prioridade.
A Matilde gosta de falar comigo e eu sou uma sortuda porque a ouço!
A Matilde contou-me que vinha de uma pequena aldeia onde recebeu uma educação católica, ia à igreja frequentemente e não sabia o que era a maldade, quando conheceu oManolo.
O Manolo era um jovem adulto cujos pais faleceram antes do tempo e o deixaram entregue à boa vontade de sucessivas instituições.
O Manolo viu na Matilde o porto seguro que nunca tivera. A Matilde viu no Manolo um homem bom e respeitador, diferente de todos os outros.
Em 1950, casaram.
Hoje têm 59 anos de casados e uma lista de doenças e operações das quais não esquecem nenhum pormenor. A sua fortuna são os dois filhos e uma gata. Os filhos são dois cinquentões solteiros que ainda vivem com eles.
Então pergunto-me por que motivo os filhos não deixam o lar dos pais…A Matilde diz que já tiveram namoricos, mas sempre chegaram à conclusão de que por mais que procurem, nunca vão conseguir encontrar uma Matilde e apaixonar-se como um Manolo.
Eles são dois velhinhos de 80 anos e estão juntos há 63!
A primeira vez que afortunadamente pude vê-los pensava que estava a assistir a uma peça de teatro, uma verdadeira comedia romântica sénior!
Mas ao ver-me reflectida no espelho com a farda branca e o soro na mão caí na real.
E ali estava eu, a assistir a um pequeno capítulo de uma linda história de amor.
Eles são duas pessoas que se amam e respeitam a cada minuto que respiram.
Sabem um sem número de canções, sobre as mais diversas temáticas. Dizes o teu nome e eles cantam a tua música.
Cada vez que peço permissão para entrar começam em coro: “manda flores à Sandra, para que venha ver-nos” e é com este genérico que vejo mais um capítulo. É assim que me perco e atraso os meus afazeres que deixam de ter qualquer prioridade.
A Matilde gosta de falar comigo e eu sou uma sortuda porque a ouço!
A Matilde contou-me que vinha de uma pequena aldeia onde recebeu uma educação católica, ia à igreja frequentemente e não sabia o que era a maldade, quando conheceu oManolo.
O Manolo era um jovem adulto cujos pais faleceram antes do tempo e o deixaram entregue à boa vontade de sucessivas instituições.
O Manolo viu na Matilde o porto seguro que nunca tivera. A Matilde viu no Manolo um homem bom e respeitador, diferente de todos os outros.
Em 1950, casaram.
Hoje têm 59 anos de casados e uma lista de doenças e operações das quais não esquecem nenhum pormenor. A sua fortuna são os dois filhos e uma gata. Os filhos são dois cinquentões solteiros que ainda vivem com eles.
Então pergunto-me por que motivo os filhos não deixam o lar dos pais…A Matilde diz que já tiveram namoricos, mas sempre chegaram à conclusão de que por mais que procurem, nunca vão conseguir encontrar uma Matilde e apaixonar-se como um Manolo.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Dias de Folga
Há dias em que não se trabalha. São os dias de folga. Folga da profissão, dos colegas, dos pacientes, da rotina.
Mas eis que em casa o trabalho também bate à porta. E há roupa para passar, pó para limpar, chão para aspirar, vidros que querem brilhar e uma esfregona que anseia por dançar.
Então ponho mãos à obra e viro Dona de Casa de Desesperada.
A roupa engomadinha arruma-se nas gavetas, o pó salta dos móveis e deixa-os ser “negro-marron” (sem tonalidades claras!), os azulejos brillham, os vidros reluzem e enquanto isso já cheira a pão acabadinho de fazer na maravilhosa máquina que a mamã deu.
Vou levar o lixo, o chão está a secar e eu estou cansada.
Mas é dia de folga! Eu não fui trabalhar, nem sei porque é que estou cansada…
É então que me apresso para sair e arejar porque não sair de casa num dia de folga é algo que a minha digníssima pessoa não aguenta.
Mal desço o prédio encho-me de alegria com os miúdos que brincam na praça sob o olhar atento dos pais.
Como em todos os fins de tarde os donos saem a rua para passear os seus cães e são vários os que fazem jogging na Avenida Europa.
Caminho um bocadinho e já estou no mega centro comercial. Vou ao café do IKEA. Tomo religiosamente o meu capuccino oferecido aos clientes com cartão IKEA Family. É estranho, mas esse café tem algo que me atrai, não sei bem porquê...
Talvez seja a grande vidraça que dá para o parque de estacionamento e me divirto a ver sucessivas tentativas de arrumar tudo-e-mais-alguma que foi permitido comprar e agora não entra nas malas dos carros.
Talvez seja porque vejo crianças ainda com o uniforme da escola que gesticulam entusiasmadamente a contar as peripécias do recreio aos pais que vêm a recordar a lista das compras.
Talvez seja porque a cada 5 minutos vejo um avião a descolar e isso me faz criar um milhão de pensamentos à volta das viagens que sonho fazer e dos destinos que desejo visitar…
Mas quando percebo que a noite chegou olho o relógio e lembro-me que detesto o horário de Inverno. Tenho de cortar esta interminável linha de pensamentos porque quero iniciar a corrida para as compras de Natal...
Mas eis que em casa o trabalho também bate à porta. E há roupa para passar, pó para limpar, chão para aspirar, vidros que querem brilhar e uma esfregona que anseia por dançar.
Então ponho mãos à obra e viro Dona de Casa de Desesperada.
A roupa engomadinha arruma-se nas gavetas, o pó salta dos móveis e deixa-os ser “negro-marron” (sem tonalidades claras!), os azulejos brillham, os vidros reluzem e enquanto isso já cheira a pão acabadinho de fazer na maravilhosa máquina que a mamã deu.
Vou levar o lixo, o chão está a secar e eu estou cansada.
Mas é dia de folga! Eu não fui trabalhar, nem sei porque é que estou cansada…
É então que me apresso para sair e arejar porque não sair de casa num dia de folga é algo que a minha digníssima pessoa não aguenta.
Mal desço o prédio encho-me de alegria com os miúdos que brincam na praça sob o olhar atento dos pais.
Como em todos os fins de tarde os donos saem a rua para passear os seus cães e são vários os que fazem jogging na Avenida Europa.
Caminho um bocadinho e já estou no mega centro comercial. Vou ao café do IKEA. Tomo religiosamente o meu capuccino oferecido aos clientes com cartão IKEA Family. É estranho, mas esse café tem algo que me atrai, não sei bem porquê...
Talvez seja a grande vidraça que dá para o parque de estacionamento e me divirto a ver sucessivas tentativas de arrumar tudo-e-mais-alguma que foi permitido comprar e agora não entra nas malas dos carros.
Talvez seja porque vejo crianças ainda com o uniforme da escola que gesticulam entusiasmadamente a contar as peripécias do recreio aos pais que vêm a recordar a lista das compras.
Talvez seja porque a cada 5 minutos vejo um avião a descolar e isso me faz criar um milhão de pensamentos à volta das viagens que sonho fazer e dos destinos que desejo visitar…
Mas quando percebo que a noite chegou olho o relógio e lembro-me que detesto o horário de Inverno. Tenho de cortar esta interminável linha de pensamentos porque quero iniciar a corrida para as compras de Natal...
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Privilégio
A vida não nos dá aquilo que mais desejamos.
Dá-nos a oportunidade de o conseguirmos alcançar.
Assim é difícil.
Porque é que não nos é dado de presente?
Não teria valor nenhum.
Há maior prazer e satisfação do que a sensação de “missão cumprida”?
Há melhor aprendizagem do que escolher as opções erradas e consciencializar-nos disso?
A vida já me deu várias oportunidades.
Em todas elas me fez duvidar, questionar…sofrer.
Isso também faz parte?
Faz.
“O que não nos mata, torna-nos mais fortes”.
Nunca baixei as armas.
Raramente me senti segura.
Nem sempre tomei as melhores decisões.
Às vezes queria desistir.
Quase sempre chorei.
Mas
Sempre tive as pessoas certas ao meu lado.
E isso é indubitavelmente, o mais importante.
Independentemente dos sucessos e dos fracassos.
Apesar dos meus defeitos e das minhas manias.
Sinto-me uma privilegiada.
Tenho a melhor família do mundo.
E conservo os melhores amigos do mundo.
O resto vou construindo a cada dia.
Obrigada.
Dá-nos a oportunidade de o conseguirmos alcançar.
Assim é difícil.
Porque é que não nos é dado de presente?
Não teria valor nenhum.
Há maior prazer e satisfação do que a sensação de “missão cumprida”?
Há melhor aprendizagem do que escolher as opções erradas e consciencializar-nos disso?
A vida já me deu várias oportunidades.
Em todas elas me fez duvidar, questionar…sofrer.
Isso também faz parte?
Faz.
“O que não nos mata, torna-nos mais fortes”.
Nunca baixei as armas.
Raramente me senti segura.
Nem sempre tomei as melhores decisões.
Às vezes queria desistir.
Quase sempre chorei.
Mas
Sempre tive as pessoas certas ao meu lado.
E isso é indubitavelmente, o mais importante.
Independentemente dos sucessos e dos fracassos.
Apesar dos meus defeitos e das minhas manias.
Sinto-me uma privilegiada.
Tenho a melhor família do mundo.
E conservo os melhores amigos do mundo.
O resto vou construindo a cada dia.
Obrigada.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
= )
Ao fim de 14 horas de trabalho sabe bem abandonar o serviço com um sorriso nos lábios.
Abençoado destino que não me deixou ser fisioterapeuta e me permitiu ser enfermeira.
Abençoado destino que não me deixou ser fisioterapeuta e me permitiu ser enfermeira.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A essencia de umas olheiras
Tenho os olhos desenhados por umas expressivas olheiras, ardem-me de tanto sono...
Isto de estar um mês e meio a fazer tardes e mudar para as manhãs tens os seus "senãos".
Da rotina de acordar a meio da manhã e deitar-me às 2h passei a levantar-me às 6h15, chegar às 2h e estar sem sono.
Dormir 4 horas, sair de casa ainda de noite, aturar uns quantos médicos, colocar outras tantas quimioterapias, atender a um sem número de chamadas dos pacientes fazendo quilometros a andar para trás e para a frente, resulta num certo cansaço, sendo que surgem as ditas cujas.
E quando chego a casa fixo o meu olhar no espelho a admirá-las com um certo orgulho! Que cansaço bom! que óptima sensação de missão cumprida! E depois sai um sorriso parvo com um pensamento anexado "estás contente pelas olheiras sua tona?"
Posto isto dedico-me à resolução do meu problema e faço jus ao país que escolhi para viver.
Vou fazer a sesta!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
1 ano
1 ano.
Calor.
Férias na Quarteira.
Bolas de Berlim.
Telefonema.
Excitação.
Primeiro emprego.
Os meus velhinhos.
Frio.
Fim-de-semana no Gerês.
Muito frio.
Chegada.
E-mail.
Choque.
15 dias para partir.
Despedida.
Sofrimento.
Tenerife.
Vida nova.
Sol.
Aprendizagem.
Saudade.
Praia.
Decepção.
Partida.
Navio.
Enjoo.
Alto mar.
Madeira.
Lindo.
Portugal.
Frustração.
Esperança.
Coragem.
Aventura.
Madrid.
Surpresa.
Encantador.
Árduo.
Gratificante.
Recompensa.
Feliz.
E assim se resume um ano de vida.
Calor.
Férias na Quarteira.
Bolas de Berlim.
Telefonema.
Excitação.
Primeiro emprego.
Os meus velhinhos.
Frio.
Fim-de-semana no Gerês.
Muito frio.
Chegada.
E-mail.
Choque.
15 dias para partir.
Despedida.
Sofrimento.
Tenerife.
Vida nova.
Sol.
Aprendizagem.
Saudade.
Praia.
Decepção.
Partida.
Navio.
Enjoo.
Alto mar.
Madeira.
Lindo.
Portugal.
Frustração.
Esperança.
Coragem.
Aventura.
Madrid.
Surpresa.
Encantador.
Árduo.
Gratificante.
Recompensa.
Feliz.
E assim se resume um ano de vida.
sábado, 14 de novembro de 2009
Quem somos?
"É instrutivo ver os vários retratos que fazem de nós pela vida fora. Com traços lisonjeiros ou desagradáveis, entram-nos sempre pelos olhos dentro como estranhos, a perturbar uma paz que tinha um rosto habitual, familiar, a que estávamos acostumados. À imagem tranquila, sobrepõem-se outras inquietantes que não servem no cartão de identidade, e, contudo, nos identificam publicamente mais até do que a que nele figura. É que não se trata de neutras fotografias. São perfis apaixonados, justos ou injustos, com as virtudes e os defeitos cruamente patenteados. Quem um dia nos lembrar, é por eles que nos lembra.
Somos o que nós sabemos, e parecemos o que os outros dizem de nós."
Miguel Torga
Somos o que nós sabemos, e parecemos o que os outros dizem de nós."
Miguel Torga
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