A vida é um carrossel.
Com altos e baixos.
Curvas e contra curvas.
Às vezes deliramos de emoção.
Outras vezes enjoamos com tantas voltas.
Passamos vezes sem conta no mesmo lugar.
Fechamos os olhos para não vermos o que não queremos.
Então continuamos às voltas.
Até finalmente os abrirmos.
E enfrentarmos a realidade.
E aí escolhemos um caminho diferente.
Talvez o melhor caminho…
Talvez não.
Nunca saberemos antes de o percorrer.
Nunca saberemos se não corrermos o risco.
Nunca saberemos onde termina o carrossel.
Por isso, temos que aproveitar cada voltinha.
E a vida é assim, como um carrossel.
A soma de muitas voltinhas.
A soma do medo com a adrenalina.
Do sufoco com o alívio.
Da tristeza com a alegria.
Das lágrimas com os sorrisos.
E quando estamos cansados, saímos do carrossel.
Ficamos de longe a olhar.
Até percebermos se vamos dar mais uma voltinha.
Se vamos correr o risco de viver mais uma aventura.
Outras vezes, ficamos simplesmente a olhar.
A imaginar como será o próximo trilho.
Se se adivinha uma descida ou uma íngreme subida.
E não sabemos se estamos preparados para o que der e vier.
Então tomamos a decisão.
Compramos mais uma fixa e damos mais uma voltinha.
Talvez lá do alto dê para ver o pôr-do-sol…
Talvez lá em baixo encontremos o tesouro...
Talvez…
E assim, como um carrossel, é a vida.
Irresistivelmente tentadora.
Estranhamente imprevisível.
Agradavelmente surpreendente.
Estas palavras que outrora escrevi, cada vez fazem mais sentido...
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