segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mobile fashion Victims


Um dia destes alguém me diz:
"Ai já trocavas de telemóvel, não? Esse já tem tantos anos!!!"
Eu ponho pausa na cena e penso "mas o que é que tu tens a ver com isso?"
Dou ao play e respondo:
"Porque motivo hei-de mudar de telemóvel se este continua a fazer e receber chamadas, mandar mensagens, tirar umas fotografias rascas (o que não me preocupa porque para isso tenho uma máquina fotográfica) e ainda mantém a bateria sem viciar?"
A resposta sabia foi "mas já é velhinho..."
Bem, eu realmente não me lembro à quanto tempo o adquiri, talvez uns 3, 4 anos...
E este dilema que me foi colocado fez-me reflectir e reparar que agora o telemóvel também é um elemento de moda. É vê-los pavonear-se com os seus iPhone's e Blackbareey's e sabe-se lá qual será o próximo grito...

Concluindo: eu não estou na moda nem faço questão de estar. Não sou uma mobile fashion victim.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Celulite


A celulite, é uma defesa orgânica da mulher.

O organismo aloja no nosso rabiosque o excesso de gordura que comemos,
em vez de entupir as nossas artérias.

É por isso que os homens sofrem enfartes em maior número do que as mulheres.
Eu tinha a certeza que havia um motivo... Deus não podia ser tão injusto!!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Feliz


"Feliz quem não exige da vida mais do que ela espontaneamente lhe dá, guiando-se pelo instinto dos gatos, que buscam sol quando há sol, e quando não há sol o calor, onde quer que esteja. Feliz quem abdica da sua personalidade pela imaginação, e se deleita na contemplação das vidas alheias, vivendo, não todas as impressões, mas o espectáculo externo de todas as impressões. Feliz, por fim, esse que abdica de tudo e a quem, porque abdicou de tudo, nada pode ser tirado nem diminuído."

Bernardo Soares

Mundo azul e às florinhas



"O amor dá prazer, mas também dá muito trabalho. Uma relação a full time requer concentração, bom senso, paciência, tolerância e disponibilidade. A empatia é uma grande aliada, enquanto o sentido crítico e o confronto directo se podem revelar armas perigosas, funcionando como paus de dois bicos.
Na fase do encantamento inicial é tudo muito fácil, muito fluído, olhamos para o outro sob o véu da paixão e do desejo, estamos a descobrir em cada pormenor um universo inteiro de prazer, procuramos identificar-nos com ele em gostos, estilo de vida e interesses, desejamos a fusão de corpo e alma e acreditamos que, juntos, somos invencíveis.
Essa é a fase mais fácil, em que tudo é azul, às bolinhas e às florinhas. A vida é uma comédia romântica e somos nós quem escolhe a banda sonora. Pergunto-me frequentemente se é possível não abandonar esse estado de graça que existe no encanto mágico de todos os inícios.
Será que nós, que com a idade carregamos um porta-aviões de histórias antigas, traumas, medos e sonhos, podemos desenvolver a capacidade de atirar para trás das costas o que já sofremos ou o que não conseguimos, e recomeçar do zero, dando a volta por cima aos nossos problemas sem passar pela casa da partida?

Esse é um dos grande desafios das novas relações. Agora que o mundo das mulheres e dos homens já não é feito de ilhas, que é esperado que todos saibamos aceitar e perceber as nossas diferenças, será possível cruzar os nossos universos em função de um bem comum maior e mais harmonioso? O que é preciso mudar para aguentar os choques, as diferenças, as discussões parvas sobre assuntos menores, a guerra clássica do ‘eu quero isto e tu aquilo’, ‘o que é importante para mim não é para ti’?
Alguns casais de longa duração com quem convivo recomendam calma, ponderação, tempo e espaço se tal for necessário. Ainda que discutam, há sempre um dos elementos que cede temporariamente, esperando o momento certo para retomar a conversa. Cobardia ou dissimulação? Prefiro chamar-lhe habilidade e astúcia. Ao aceitarmos que o outro, por mais que nos ame, nem sempre está no nosso comprimento de onda, estamos a respeitá-lo. A paciência é irmã da empatia e prima da tolerância. Como me disse o meu querido pai há muitos anos, impotente perante a minha rebeldia adolescente: «Tenho de te aceitar como és, mesmo que não te perceba».

Apredemos a amar com os nossos pais, são eles que nos carregam (ou não) as baterias do amor. Depois apaixonamo-nos, enganamo-nos, desistimos, voltamos atrás, vamos ao tapete, passamos uma temporada no estaleiro das almas e voltamos à estaca zero quando nos apaixonamos outra vez e o mundo volta a ser azul.
Em cada desilusão há uma aprendizagem, em cada ruptura dá-se um passo em frente. O segredo em manter a capacidade de sonhar e de continuar a ver tudo azul, afinal, só depende de nós."