
"Feliz quem não exige da vida mais do que ela espontaneamente lhe dá, guiando-se pelo instinto dos gatos, que buscam sol quando há sol, e quando não há sol o calor, onde quer que esteja. Feliz quem abdica da sua personalidade pela imaginação, e se deleita na contemplação das vidas alheias, vivendo, não todas as impressões, mas o espectáculo externo de todas as impressões. Feliz, por fim, esse que abdica de tudo e a quem, porque abdicou de tudo, nada pode ser tirado nem diminuído."
Bernardo Soares
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