sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Contagem decrescente

Já começou a contagem decrescente para o meu regresso ao trabalho. E não é só isso, é também ter de levar a Emma ao infantário.
Dentro de 3 dias começamos a adaptação e eu estou que não me aguento... No fundo tenho que aceitar que é a nossa única alternativa, mas ainda assim, depois de passar estes 5 meses com ela as 24h do dia, sempre dependentes uma da outra, custa-me assumir que tenho que voltar ao mundo real onde as mamãs têm de trabalhar e os filhos vão para o infantário.
Já sinto um frio na barriga... :(

terça-feira, 24 de julho de 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Não há

Não há melhor sensação do que a de ouvir a minha filha rir enquanto dorme enconstada ao meu peito.
Não há toque mais suave do que o da sua mão no meu rosto.
Não há melodia mais bela do que a do seu prematuro gargalhar.
Não há sorriso mais lindo do que aquele que esboça quando parece entender as maluqueiras que lhe sussurro.
Não há amor maior do que este que cresce tanto como ela a cada dia.

domingo, 15 de julho de 2012

Love being a full time mom!


Love being a full time mom!


Agora que as angústias dos primeiros tempos passaram já não estou tão rígida, tão medrosa, tão ansiosa.
Agora ser mãe já me é mais natural e é com naturalidade que encaro cada dia como um novo desafio e fonte de aprendizagens.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Infantário

Ontem fui fazer a matrícula da Emma no infantário e não pude deixar de ficar ansiosa.
Quando comecei a ler os papéis da matricula já fiquei com um frio na barriga e ontem, ao oficializar tudo, congelei por uns momentos.
A minha pequenina vai para o infantário quando eu começar a trabalhar. Terá apenas 5 meses. Prevejo uma desvinculação difícil uma vez que são tão intensos e maravilhosos estes primeiros meses da sua vida estamos a passar juntas.
Será que ela ficará bem? Eu não ficarei certamente.
Até lá não quero pensar muito mais neste assunto porque estou a sofrer por antecipação e quero aproveitar cada momento com ela.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

2 meses

Já passaram 2 meses desde o nascimento da minha Emma.
O tempo voa...
Foram 2 meses tão intensos, tão desgastantes, tão enriquecedores, tão maravilhosos...
Como é possível que estes adjectivos serem utilizados para descrever a mesma vivência?
É possível porque na maternidade tudo é possível.

A primeira semana foi eterna. A sus estadia no serviço de neonatologia foi penosa: as hipoglicemias, o leite que não subia, o mamilo que se invertia, deixá-la lá quando vinha para casa dormir, o massacre aos meus pontos que chegaram a inflamar por falta de descanso... Mas desses dias também tirei bons ensinamentos dados pela excelente equipa que nos amparou e foi graças a isso que a insegurança de ir para casa se atenuou, graças à paciência e ao tempo dedicados para que aprendessemos, ela e eu.

E se o tempo passado no hospital se multiplicou, em casa parece que se divide.
Os dias passam a voar, sobretudo até a Emma ter alcançado os 3 kg uma vez que tinha que a despertar a cada 3h para que comesse independentemente de ela ter fome ou não. Como foi difícil, especialmente à noite (que é quando por natureza dormimos). Era acordar, vê-la a dormir como um anjo e ainda assim despertá-la, estar 1h com ela na mama  (já que ao ser tão pequenina o esforço para comer era tremendo), pô-la a arrotar, mudar a fralda e fazê-la adormecer com ela tão desperta e a querer "festa". Entre todas estas tarefas passavam 1h30/2h e só podiamos dormir 1h até a seguinte toma.
Felizmente a Emma começou a comer muito bem e a recuperar peso mais rápido do que o previsto. O "problema" é que agora é ela o relógio! A cada 3-4h pontualmente quer comer. Algumas vezes aguenta só 2h e escassas vezes surpeende-nos com 5h de sono, mas este milagre quando acontece tem lugar nas horas do dia o que para mim é pouco ou nada vantajoso porque tenho sempre coisas para fazer. A teoria e quem está de fora recomenda-me dormir quando ela dorme, mas por pouco que seja existem tarefas em casa às quais não posso falhar, há roupa para lavar e passar, há pêlos do Marley para varrer, pó para limpar...Como eu lhes digo: "pensam que de noite vem a fada madrinha e trata de tudo?", claro que não, alguém tem que o fazer...

E com tantas pequenas tarefas e o cuidado da minha pequenota vejo as horas passar a 200 km/h e o cansaço a acumular-se.
Eu imaginava que ser mãe era bastante cansativo, mas sinceramente, não pensava que fosse tanto! Ou eu me organizo muito mal ou realmente é o trabalho mais desgastante do mundo.
Muitas vezes chego a pensar que será de loucos quando tiver outro filho e a duvidar se o terei. Tiro o chapéu às mamãs que têm 2, 3 e 4 filhos. Como conseguem? Vozes experientes contam-me que com o segundo se leva tudo com mais tranquilidade, mas também depende de como sejam os bebés. Não há receitas... O que eu sei agora mesmo é que não me vejo capaz. Estou tão cansada...não imagino outra criança a correr pela casa e a necessitar atenção. No futuro quem sabe, mas agora estou esgotada...

Esgotada, mas muito feliz!
Não há cansaço que me faça esquecer estes olhos vivaços que já me fitam com atenção.
Queixo-me de cansaço como qualquer ser humano faria, não sou masoquista.
Não há nada que me faça perder o ânimo de vê-la crescer todos os dias.
Agradeço por ter uma filha saudável, por ter leite para a amamentar, por ter todo o apoio possível e por ser uma mulher muito cansada e imensamente feliz!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Estou viva!

Estou viva.
Nunca me senti mais viva e mais cansada!
Culpada: a minha maravilhosa filha!
Ainda não consigo gerir o meu tempo...Mas tenho muita vontade de escrever.

domingo, 29 de abril de 2012

Parto

03/04/2012
Vamos fazer a ecografia programada para verificar se 15 dias depois, muito descanso e abundantes proteínas, a Emma cresceu ou não.
As notícias não foram animadoras, o peso ganho foi pouco significativo e o perímetro abdominal continuava igual, então a equipa médica depois de me examinar foi bastante resolutiva: uma vez que a bebé já não está a crescer dentro "programa-se o parto para amanhã".
E assim foi, passei da incerteza do momento a ter uma data marcada e tão próxima!
Regressei a casa com uma sensação estranha, nova, pensando "amanhã já vejo a cara à minha filha!". Nervosismo? Sim, mas apenas por ansiar tanto esse momento.
Medo? Sim, até não a ter nos meus braços permanecerá o medo de que algo não esteja bem.

04/04/2012
8h00 - Chegada ao bloco de partos. Sou informada de que está lotado e que tenho que esperar. Esperamos.
9h00 - Ainda não há espaço para mim, então convidam-me a subir ao internamento e esperar lá.
10h30 - Finalmente sou transferida para o bloco de partos. Começa a aventura na sala de dilatação. Conectam-me os monitores e ali fico à espera. Começamos com 2 cm de dilatação (desde há 15 dias quando tive a ameaça de parto prematuro).
12h - A parteira faz a primeira exploração e inexplicavelmente, apenas por estar ali, já tinha dilatado 1 cm mais. Rompe-me a bolsa de liquido amniótico e inicia a perfusão de ocitocina para provocar as contracções.
12h30 - Eis que recebo a abençoada epidural. Apesar do desconforto para a sua administração o efeito é deveras compensador.
14h30 - Nova exploração, 5 cm de dilatação.
15h15 - Mal estar, tonturas, aviso que posso estar com hipoglicemia (já que desde as 00h não como). Confirma-se. Iniciam-me soro glucosado. Além deste quadro, começo a sentir algo novo na zona pélvica, parece que a Emma está a empurrar.
15h45 - Aviso novamente que sinto a bebé empurrar, a parteira examina-me e passa-me de imediato para a sala de parto. Já só faltava o período expulsivo.
15h55 - Uns quatro empurrões depois e a Emma sai cá para fora.

Este foi tecnicamente o meu parto. Assim: rápido, fácil e sem dor.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

04/04/2012

04/04/2012

O dia em que o meu coração saiu daqui de dentro e passou a estar nestas pequenas mãos.










PS: Têm sido 15 dias tão intensos e exaustivos como prazerosos e felizes. Quero escrever mas não há tempo...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Amanhã acordo para te ver nascer.
Amanhã. Terá de ser já amanhã.
Até amanhã Emma.

sábado, 31 de março de 2012

36 semanas

Hoje cumpro 36 semanas de gravidez. Depois de ter ameaçado sair antes do tempo parece que a Emma se está a aguentar e falta 1 mês para finalizar o seu crescimento cá dentro.
Ao aproximar-se esse "fim" sinto-me cada vez mais enorme. A barriga já não cresce para a frente mas tem vindo a alargar o que dificulta muitos dos meus movimentos. Contudo, o que mais me custa na última semana é dormir. Entre as várias vezes que me levanto com a bexiga a explodir, a sensação de muito calor e a falta de posição para estar, não durmo mais do que 2h seguidas. Mas, pensando bem, calculo que mais uma vez seja a Natureza a culpada desta alteração preparando-me para quando a bebé chegar e me acordar a cada 2-3h para que a alimente.

É fantástico como a Natureza consegue ser tão simples quanto complexa tornando-se perfeita.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Ameaça de Parto Prematuro

Relato do meu internamento

Dia 1 - 20 de Março de 2012

15h00

Quando me levantei esta manhã não previa um dia alegre. É sempre assim no meu dia de anos. Fico nostálgica...e desde que vivo fora do país, mais ainda.
Nas primeiras horas do dia comecei a receber mensagens de parabéns e as lágrimas iam caindo pelo meu rosto a cada uma que lia.
Como estava previsto fomos desfrutar do melhor presente que podia receber - a ecografia do terceiro trimeste. E foi aí que o meu dia (e toda a semana) rigorosamente programados, deram uma volta de 180ºC.
Uma vez que começamos a ver a imagem da pequenota informam-me que apesar de o seu tamanho estar bem ela está magrinha, então derivam-me para as urgências para que possam avaliar o seu estado. Pode tratar-se apenas de uma bebé pequena ou pode haver algum problema com o aporte de nutrientes da placenta para ela.

Saio do consultório com a frase "É só para vigiar". Acontece que coincidência das coincidências, no momento em que colocam o monitor e a bebé começa a dar um ar da sua graça com pontapés e murrinhos, o meu útero resolve ficar invejoso e começa a contrair-se mais do que o normal. Até então já tinha tido estas contracções normais desta fase da gravidez, mas nesse momento o registo mostrava-as frequentes (cada 2-3 minutos – que eu pensava ser cada 10 minutos) e intensas (embora eu em nenhum momento sentisse dor).
Perante este quadro, a primeira decisão tomada foi iniciar hidratação intravenosa por suspeita de desidratação do útero. Mas, finalizada a primeira garrafinha de soro a situação mantinha-se. Então a ginecologista decidiu fazer exploração vaginal. Resultado: colo do útero mole e 1 cm (amplo) de dilatação. Conclusão: a menina magrinha quer sair já!
Depois de realizado um eco-doppler ao cordão umbilical (verificando que não há problemas), outra ecografia e tendo em conta que 34 semanas e 3 dias é cedo para uma bebé tão pequenina nascer, decidem iniciar um tratamento para “travar” o parto e outro para acelerar a maturação dos pulmões dela, assegurando o seu amadurecimento no caso de não ser possível atrasar o parto.
Uma vez iniciada esta medicação, as contracções cederam. Eu sentia-me melhor, mas fui emocionalmente derrubada com a notícia de que o dito tratamento era uma perfusão de 48h o que implicaria o meu internamento.
O primeiro que pensei foi: “não pode ser, eu tenho muitas coisas para fazer, é o meu dia de aniversário, amanhã recebo as minhas amigas em casa para comemorar, no fim de semana tenho visitas de Portugal...” mas claro, tudo isto passou para segundo plano e acabou suspendido.

00h05

Estou cansadíssima e entretanto já passou o meu dia de anos.
Apesar de tudo tive o privilégico de estar com Ele o tempo todo, de o acalmar e mostrar que ambas estamos bem. Tive as palavras de apoio dos que estão longe e o carinho dos que estão perto que me trouxeram um bolo e me cantaram os parabéns!
A ti Emma tenho a declarar: és uma malandra, só me queres roubar protagonismo. Hoje era o meu dia e agora também será lembrado com este susto, a tua ameaça de chegada. Quero muito ver-te e encher-te de miminhos mas tens de estar aí mais algum tempo para saires forte e para mão te levarem numa incubadora. Por isso, peço-te, espera mais um bocadinho.


Dia 2 - 21 de Março de 2012

Contámos todas as horas esta noite. Não porque estivessemos mal, mas pelas condições climatéricas que faziam. Tanto calor! Com o frio que fazia lá fora e aqui o aquecimento posto tão forte como se estivessemos no caribe...Cheguei a desejar com muita força puder sair à rua e sentir na cara o frio invernal que a primavera nos trouxe.
Agora so olhos estão cansados. O corpo não sente mas a cabeça está desgastada.
A visita médica desta manhã foi agradável e bastante esclarecedora. Temos que esperar que se cumpram as 48h de tratamento até amanhã e ver a evolução uma vez que seja retirado.
O ginecologista informou-me que por um lado as contracções podem ceder e a bebé pode aguentar até às 40 semanas ou, por outro lado, se estas continuarem teremos que deixar a natureza actuar. Se dentro do meu ventre a placenta não lhe está a fornecer tudo o que ela necessita para continuar a crescer e engordar, se calhar ela estará melhor cá fora do que aqui dentro. Portanto, estando tudo me aberto até conhecermos a evolução de amanhã, tenho que ir pensando e assimilando a possibilidade de que ela quer e tem mesmo de sair independentemente de que o seu destino seja a incubadora, por mais assustador que seja para os papás.

Tenho que realçar que me sinto muito tranquila e segura desde o princípio. Sei que tudo está a acontecer assim por algum motivo e confio nos profissionais que me estão a cuidar.


Dia 3 - 22 de Março de 2012

12h00

Ontem a tarde foi agitada com as visitas. Vieram prendas, miminhos, sorrisos, apoio e as últimas fofocas do trabalho para me distrair.
Quando a noite chegou eu estava tensa sobretudo ao nível da barriga. Perante a dúvida levaram-nos outra vez à monitorização e felizmente tratava-se de um falso alarme.
Dormimos bem os 3.
Estou à espera que o médico venha e me dê novidades, embora tenha consciência que até às 13h30 (hora a que termina a perfusão) não vamos ter alterações e depois disso será ele quem espera novidades da minha parte.
Não estou nervosa, mas é inevitável não estar expectante. De acordo com a evolução vou para casa ou dou à luz e levam a minha babé para uma incubadora. Essa incerteza é que me deixa uma ténue ansiedade, mas muito ténue, de verdade. Não me imaginava tão calma numa situação como esta. De facto só sabemos como reagimos a uma situação quando a vivemos porque temos forças que desconhecemos até precisarmos delas.

16h00

Desde as 13h30 que estou livre de medicação. Até agora senti algumas contracções normais e cederam rapidamente. Contudo tenho sensações que não sei identificar correctamente. Se calhar é o útero, ou é ela a esticar-se, ou é o intestino que anda às voltas pelos nervos... Não me quero alarmar já até porque sei que existe um forte componente psicológico que me deixa a sugestão de sentir tudo e mais alguma coisa. Portanto vou esperar e continuar a descansar. 

Dia 4 - 23 de Março de 2012

8h00

Parece que a Emma se está a aguentar cá dentro. Mantenho contracções normais, breves e pontuais. A única alteração que verifiquei foi no meu peito.
Desde ontem que as minhas mamãs parece que vão explodir e não me pára de sair leite espontaneamente. Parece que o meu organismo respondeu de seguida ao iníco do trabalho de parto e as mamas prepararam-se para alimentar a bebé. Resulta que ela ainda cá está dentro e não sei o que fazer a este leite!
Estamos à espera do novo controlo de actividade fetal e das contracções para que o médico nos diga o que se segue.

19h40

Já estamos em casa. Apesar das contracções sentidas esta manhã não nos impediram o regresso.
Regressamos com as mamas a explodir e a indicação de não estimular, apenas esperar que passe.
Temos uma ecografia marcada para dentro de 10 dias. Se até lá a Emma não fôr ganhando peso os médicos equacionarão induzir o parto, mas isso logo se verá.

Por agora tenho que estar em repouso relativo, investir na ingestão de proteínas para ajudar o seu crescimento e manter-me atenta às contracções. Se forem mais intensas e frequentes terei que correr até ao hospital. Se não, é só continuar a desfrutar desta bela gravidez sem mais acidentes de percurso.

sábado, 24 de março de 2012

Susto

Depois de 3 dias de internamento, ontem finalmente regressei a casa com ela ainda na barriga :)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Provadores

Eu tenho uma pergunta a fazer aos engenheiros e/ou decoradores responsáveis pelos provadores das lojas em geral:
Porque é que em todos os provadores nos vemos mais brancas, mais cheinhas e com mais celulite???

É incrivel como o entusiasmante acto de comprar roupa se torna tão depressivo a partir do momento em que nos despimos e começamos a ver um corpo que parecia não ser o mesmo lá em casa.
Não sei se são os espelhos ou a luz, embora a minha suspeita seja mais para a segunda opção. Aquela luz tão branca e a forma como reflecte todos os defeitos dos nossos esbeltos corpos, deixa-me fula e sem vontade de comprar o que quer que seja! Parece que tudo me desfavorece e não consigo desviar o pensamento (nem o olhar) daqueles micro defeitos que passaram a ser macro defeitos!
Portanto, recomendo os responsáveis a fazerem algo neste sentido porque a concepção dos ditos provadores não favorece o negócio!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Desilusão

"Desilusão é uma decepção ou desencantamento decorrente de uma experiência negativa profunda; é ato de desiludir-se, desenganar-se, o que pressupõe que nos enganamos sobre algo ou alguém, que em um momento qualquer, acreditamos."

(Wikipedia)

Para mim, o mais importante é equivocar-me sobre algo ou alguém em quem depositei demasiadas expectativas. No tentanto, não consigo nem culpar a pessoa. Afinal, fui eu quem criou essas expectativas, demasiado altas, reconheço.

terça-feira, 13 de março de 2012

Preparação para o parto

Ontem tive a minha primeira aula de preparação para o parto e gostei.
Falamos de tudo um pouco e enfocamos a componente prática em exercícios de relaxamento e de respiração.
Agora tenho trabalhos de casa para fazer todos os dias.
Estou confiante de que todas estas técnicas me ajudarão no tão esperado momento.
De qualquer forma, não é o acto em si que me deixa ansiosa, é o não saber quando.
A data apontada é apenas orientativa, pode ser agora, pouco antes, muito depois, o que mais me inquieta é não poder estar preparada.
Acho que o melhor que tenho a fazer é estar sempre preparada!

domingo, 11 de março de 2012

Sinto

Um turbilhão de movimentos na minha barriga e de sentimentos no meu coração.

sexta-feira, 9 de março de 2012

32 semanas

"Ya sólo faltan dos meses para llegar a término y seguro que te sientes muy pesada. No es de extrañar ya que, entre otras cosas, la cantidad de sangre que circula por tu cuerpo ha aumentado en torno a un 40 o 50%. Es estas alturas aumentas alrededor de medio kilo al mes, la mitad del cual va directamente al bebé.
Los últimos meses de embarazo vienen acompañados de un molesto compañero de viaje: la fatiga. Es normal que durante estas últimas semanas de embarazo te canses con nada. Esto se debe a que el útero ha aumentado tanto de tamaño que afecta a la parrilla costal y dificulta la respiración. El aumento de peso corporal también la intensifica."

Tudo o que sinto toma sentido quando procuro as explicações. O corpo humano é mesmo fantástico!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Really?

Às vezes a minha audição gostava de estar menos aguçada.
Ouço, escuto, estremeço e inevitavelmente mudo de expressão.
Incoerência.
Contradição.
Incongruência.
São as palavras que ficam a pairar na minha cabeça. E daí não passo.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Little Girl

Today is one of this days.
I don´t know why but I just need a ugg. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Casa Arrumada

Casa Arrumada por Carlos Drummond de Andrade

"Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente."


ADOREI esta definição!
Eu sou daquelas escravas da "casa museu"!
Sou daquelas que andam sempre de vassoura e esfregona na mão à caça de migalhas e pêlos. Sou daquelas maníacas que discute por ele não tirar os sapatos e estupidamente ralha com o cão por babar-se no chão e deixar marcas das suas patinhas por toda a casa. Sou daquelas que fica orgulhosa quando termina de limpar observando tudo matematicamente arrumado. Sou daquelas que fica possuída se 5 minutos depois já há manchas ou desordem. Mas afinal de contas, são tudo vestígios de vida! E alguns dias penso assim, que mais vale ter a casa desarrumada e cheia de alegria. Depois de ler este texto sinto que tenho que assumir esta filosofia e que o irei reler sempre que esta veia neurótica se apodere de mim.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Desejos*

Hoje enquanto viamos televisão apeteceu-nos gelado com topping de chocolate.
Levantei-me do sofá, no congelador havia gelado de chocolate e cheesecake. Servi-me de uma bola de cada.
Derreti chocolate de culinária e reguei-o ainda quentinho sobre o gelado.
Nhammy!
Soube-me pela vida!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Sedentarismo

Há dias em que sinto que estou en stand-by, que podia fazer mais e melhor, que devia ser mais proactiva.
Logo vem a preguiça abraçada a este cansaço residual e não passam de pensamentos.
De qualquer forma espero que amanhã seja dia de mais aspirações porque hoje ninguém me arranca deste sofá.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dia dos namorados

A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.

O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.

Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.

Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte - 14 de fevereiro - também marca a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.

Outra versão diz que no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o The Valentine's Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta do(a) amado(a.
O dia de São Valentim era até há algumas décadas uma festa comemorada principalmente em países anglo-saxões, mas ao longo do século XX o hábito estendeu-se a muitos outros países. Atualmente, o dia é principalmente associado à troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Estima-se que, mundo fora, aproximadamente mil milhões (Portugal) (um bilhão no Brasil) de cartões com mensagens românticas são enviados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano.

in Wikipedia

Curioso não é?
Começou por amor e sacrifício e tornámo-lo num dia tão comercial!
No fundo, transformamos tudo o que podemos em negócios...
Seja como fôr, Feliz Dia dos Namorados

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Definição de Filho

"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".

José Saramago

sábado, 11 de fevereiro de 2012


Queria voltar a ser criança,
porque os joelhos ralados
curam bem mais rápidos que os corações partidos.

 (Clarice Lispector)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

She doesn´t like photos!

Tanto empenho para te ver quase "ao vivo e a cores" e a menina lembra-se de estar coladinha à parede do útero e ainda por cima com o braço a tapar a cara! Seria preciso menos zoom e menos vergonha da sua parte para que a pudessemos ver.
Para a semana repetimos a intenção, vamos lá ver se colabora!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


I am already feeling butterflies in the stomach!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

E quando o amor entre duas pessoas não cabe no peito, nasce uma vida.

domingo, 29 de janeiro de 2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

Simples assim


"Tenho um olho grande para o pequeno. Talvez por gostar das coisas simples de uma vida comum. Porque não acredito que ela seja tão comum assim. Gosto das histórias pequenas porque dentro da minha cabeça elas se tornam gigantes. Tento manter um horizonte por dentro como defesa. Na verdade, devemos fazer esse exercício de nos esvaziar pra esticarmos a linha do outro. E limpos, somos mais capazes de escutar, com todos os sentidos, o mundo do vizinho.

Gosto da conversa depois de um dia de trabalho para ouvir risada e fazer poesia da vida. Simples assim. Horas simples em que o tempo pára. Gosto das pessoas que acordam a cada dia, cheia de pesos nas costas mas com riso no rosto. Uma forma de não cair num abismo qualquer. Ver na noite o que não achou durante o dia. Gente que acredita que a lua tem um controle remoto do tempo. Contar passos pro encontro. Dividir a vida com o amigo, com o pai, com o irmão, com o vizinho, com quem passa ou passou pela gente.

Eu sei que o mundo às vezes é feio e triste. E que sorriso não é sempre que a gente tem pra dar. E muitos dizem que o momento é ruim. A crise é grave. Que rapadura é doce, mas não é mole. Isso e aquilo. Mas eu digo: isso só nos torna mais fortes. A vida traz um punhado de surpresas. E na verdade eu me sinto uma sortuda. Sorte por ter conhecido amigos como os meus. Sorte por poder abraçar minha filha. Sorte por ter nascido. Sorte por continuar aqui. E no final, a gente só lembra das coisas boas.

Não quero me preocupar com bobagens e só procurar o que me faz realmente feliz. Porque o tempo passa muito rápido. Não gosto de muitas coisas nessa vida. Mas a que menos gosto é que ela é curta demais. Porque estamos aqui pra sermos felizes, darmos amor em troca de nada. Isso é estar presente no presente. Criar sentido se arriscando no estar. Presente. Ainda que nada ganhe. Ainda que doa."

Vanessa Leonardi

sábado, 21 de janeiro de 2012

Gravidez não é sinónimo de engordar!

Ando revoltada com algumas opiniões alheias relativas à minha figura nesta fase da minha vida.
Porque é que toda a gente espera que uma grávida tenha que estar gorda?
Desde o primeiro dia que sou acusada de, usando a linguagem popular, "estar débil".
Perguntam-me entusiasmados o tempo de gestação e duvidam quando o digo. Mas as pessoas pensarão que eu simplesmente minto?
Os meses vão passando e o que ganha peso é só o meu ventre o que dificulta a minha "árdua" tarefa de comprovar a minha gravidez.
É triste que ainda se mantenha a mentalidade de que uma grávida tem de estar gorda e que não se entenda que a bebé está bem de peso e tamanho e as naálises da mamã estão normais e ainda assim ela consiga estar com a sua habitual figura...
Até o médico quis rever os resultados depois de me ver entrar pelo consultório desacompanhada do barrigão e da formosa gordurinha. Mas acabou por concluir: "estás mesmo em forma"!
Poderia tecer várias teorias sobre este assunto, mas nem me atrevo. Limito-me a desfrutar do meu óptimo estado de saúde e de graça.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ouvir o teu coração...
Ver-te mexer nas ecografias...
Sentir-te dentro do meu ventre...
Ver a minha barriga ganhar formas...
Ver nela os vultinhos de cada vez que te mexes...
É tudo tão emocionante!
Estou a viver uma experiência maravilhosa!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O amor I

O problema de copiar textos da internet é que nem sempre anoto as fontes. Depois quando vou ao baú das pastas do computador e encontro tesouros como este não sei quem foi o autor, mesmo assim, assumo o plágio e vou partilhar porque transcreve os meus sentimentos:

"Muita gente diz que o tempo é inimigo do amor, que as relações se desgastam com o passar dos meses e anos. Mas, isso não é verdade, pois vêm os dias, as noites, mudam as luas e as estações e eu continuo a amar-te com a mesma paixão de quando te conheci.
Na verdade, sinto como se o tempo reforçasse os nossos sentimentos a cada dia, como se os laços que nos unem estivessem mais estreitos e firmes a cada minuto. E o melhor é que esses laços apertados não nos oprimem nem limitam os nossos movimentos, não nos retiram a liberdade individual mas, pelo contrário, dão-nos a sensação exacta da grandiosidade do amor, este sentimento que permite que te completes no outro sem deixares de ser tu mesmo!
Eu amo-te. Cada vez mais e mais a cada dia, porque sei que juntos somos capazes de vencer todas as barreiras, de vencer as horas com alegria e de voar sobre as asas do tempo, sugando os bons ares da experiência que ele proporciona, e tornando-nos cada vez mais confiantes na eternidade deste sentimento que nos une."

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Amor Maduro

O amor maduro não é menor em intensidade. Ele é apenas quase silencioso. Não é menor em extensão. É mais definido, colorido e poetizado. Não carece de demonstrações: presenteia com a verdade do sentimento. Não precisa de presenças exigidas: amplia-se com as ausências significantes.

O amor maduro somente aceita viver os problemas da felicidade. Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer. Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.

O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão. Basta-se com o todo do pouco. Não precisa nem quer nada do muito. Está relacionado com a vida e a sua incompletude, por isso é pleno em cada ninharia por ele transformada em paraíso. É feito de compreensão, música e mistério. É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança. O amor maduro não disputa, não cobra, pouco pergunta, menos quer saber. Teme, sim. Porém, não faz do temor, argumento. Basta-se com a própria existência. Alimenta-se do instante presente valorizado e importante porque redentor de todos os equívocos do passado. O amor maduro é a regeneração de cada erro. Ele é filho da capacidade de crer e continuar, é o sentimento que se manteve mais forte depois de todas as ameaças, guerras ou inundações existenciais com epidemias de ciúme.

O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa.
Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado para depois.
Vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados cheios de sementes.
Ele não pede, tem.
Não reivindica, consegue.
Não persegue, recebe.
Não exige, dá.
Não pergunta, adivinha.
Existe, para fazer feliz.
Só teme o que cansa, machuca ou desgasta.

"Definição" encontrada em tempos que compreendo e vivo cada vez melhor.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012